Lesões por e-bikes e e-scooters em crianças dobram no Arnold Palmer Hospital

Aumento de acidentes com e-bikes e e-scooters
Médicos do Arnold Palmer Hospital for Children, do Orlando Health, identificaram um aumento significativo nas lesões graves de crianças que usam bicicletas e patinetes elétricos. As internações relacionadas a esses acidentes quase dobraram a cada ano.
Caso de Hunter Ford e recomendações do hospital
Hunter Ford, de 15 anos, viveu na prática os riscos desses veículos. No último agosto, ele foi atropelado enquanto andava de e-bike e precisou ser transportado por helicóptero ao hospital. Ele sofreu queimaduras no pé e uma lesão grave no fígado, que chegou a ser partido ao meio. Apesar do acidente, Hunter usava capacete e reforça a importância do equipamento de segurança.
“Basicamente, todos que andam de e-bike devem sempre usar capacete e tomar cuidado com os motoristas porque você nunca sabe o que pode acontecer”, afirmou.
Dados e medidas para segurança
O cirurgião pediátrico do Arnold Palmer Hospital, Dr. Donald Plumley, explica que o hospital revisou dados após notar o aumento dos acidentes com veículos de micromobilidade, como e-bikes e e-scooters. Em 2023, foram cerca de 50 internações por lesões graves ligadas a esses veículos. Em 2024, até junho, já haviam sido 120 atendimentos, apontando para uma tendência de duplicação anual.
Apesar do número crescente, o uso de capacete entre os acidentados continua baixo, com apenas 15% das crianças internadas utilizando o equipamento.
Além do uso de capacete, Plumley ressalta que muitos jovens desconhecem as leis de trânsito e regras básicas de segurança. Ele recomenda a educação dos condutores e a implementação de limites de velocidade para e-bikes e dispositivos semelhantes. Para estimular a proteção, o hospital já distribuiu quase 1.000 capacetes gratuitamente para estudantes que usam estes meios de transporte.
Considerações finais
O aumento dos acidentes com veículos elétricos pessoais entre crianças preocupa profissionais de saúde. Medidas preventivas e educação são apontadas como principais formas de reduzir os riscos e proteger os usuários mais jovens.
Fonte: Informações dos médicos do Orlando Health Arnold Palmer Hospital for Children e do paciente Hunter Ford.



