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Mount Dora aprova expansão de R$ 570 milhões em estação de tratamento, mas mau odor persiste

Cidade inicia projeto de expansão do sistema de esgoto, mas fonte do cheiro desagradável pode ser outro local

·7 min de leitura

Vista aérea de uma estação de tratamento de esgoto em Mount Dora cercada por áreas verdes e vegetação
Imagem ilustrativa. Foto: Hicham Oukachi / Pexels

Expansão de estação de tratamento com custo elevado

Mount Dora, cidade conhecida por seu centro histórico e vista para lagos, enfrenta reclamações constantes de mau cheiro. A prefeitura aprovou um acordo de pré-construção no valor de US$ 675.010 (cerca de R$ 3,6 milhões) com a empresa Wharton-Smith Inc., para avançar em um projeto total estimado em US$ 105,6 milhões (aproximadamente R$ 570 milhões) para expandir uma das estações de tratamento de esgoto, chamada Wastewater Treatment Facility No. 2.

Localizada na 2099 James P. Snell Drive, perto da State Road 46 e da US Highway 441, a planta pretende ampliar sua capacidade de tratamento de 1,5 milhão para 3,5 milhões de galões por dia (aproximadamente de 5,7 milhões para 13,2 milhões de litros diários). A expansão contempla novos equipamentos para controle de odor e melhorias no processo de tratamento. Contudo, a cidade esclarece que o mau cheiro difundido não decorre dessa estação.

O acordo de pré-construção permite à Wharton-Smith participar do planejamento e garantir o melhor custo-benefício e eficiência, mas não representa aprovação final da obra.

Investigação aponta aterro sanitário como fonte do cheiro

Em estudo realizado em 2025 pela V&A Consulting Engineers, investigação indicou que o odor persistente em Mount Dora provavelmente se origina no aterro sanitário Mid Florida Mount Dora, situado próximo à cidade. A pesquisa avaliou a presença de sulfeto de hidrogênio, gás que exala cheiro típico de ovo podre, além de analisar o deslocamento do odor pelo vento e observações técnicas no local. Entretanto, os investigadores não tiveram acesso direto ao aterro, o que limita a conclusividade dos resultados.

Moradores seguem reportando cheiro forte, inclusive em plataformas públicas como o SmellMyCity, uma ferramenta para registrar odores desagradáveis na comunidade.

Custos e impacto para moradores

A ampliação será financiada por uma combinação de verbas federais do State Revolving Fund (programa de financiamento para infraestrutura hídrica) e taxas de impacto cobradas de novos empreendimentos conectados à rede de esgoto. Essas taxas são comuns nos Estados Unidos para custear estruturas necessárias ao crescimento urbano.

Embora a prefeitura informe que os custos serão cobertos majoritariamente por novas construções, não descarta futuras revisões nas tarifas de esgoto pagas pelos moradores atuais. Nenhum percentual de aumento foi detalhado até o momento.

Moradores como Aida Gregory, que vive e trabalha na cidade há 11 anos, relatam que o cheiro causa desconforto, irritando olhos e nariz, e gostariam que a questão fosse resolvida sem que as contas de água e esgoto aumentassem.

Cronograma e perspectivas

O projeto preliminar prevê início da construção em setembro de 2027, com conclusão estimada para março de 2030. A prefeitura destaca que esses prazos podem sofrer alterações conforme andamento dos projetos, obtenção de financiamentos e aprovações futuras.

Mesmo com a inclusão de tecnologia para mitigar odores na expansão, as autoridades reforçam que isso não eliminará os cheiros detectados em grande parte da comunidade, já que a estação de tratamento não é a principal fonte do problema.

A preocupação de moradores e empresários locais é garantir que a cidade mantenha sua imagem positiva durante e após a obra, respeitando as necessidades da população e visitantes.

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